quinta-feira, 9 de agosto de 2012

Sem coragem de ir ao túmulo, mãe de torcedora morta usa o Facebook

Maria Aparecida Volpato, mãe da torcedora do Goiás Esporte Clube Pâmella Munike Volpato, de 17 anos, que morreu com um tiro na cabeça no ano passado, na Vila Mauá, em Goiânia, disse tentar, mas acredita que nunca será capaz de se recuperar da tragédia. Oito meses após o crime, em entrevista ao G1, ela revela que ainda não consegue visitar o túmulo onde Pâmella foi enterrada e que, diariamente, visita o perfil da filha no Facebook. Perdê-la, segundo ela, foi como se tivessem lhe tirado a própria vida: “Eles tiraram metade de mim. Fiquei sem vida agora. A saudade da Pâmella é muito grande. Todos os dias eu coloco uma foto dela no meu Facebook e escrevo alguma mensagem para ela. Além disso, também não vou ao cemitério desde o enterro dela", diz. Se estivesse viva, Pâmella Munike teria completado 18 anos no dia 28 de julho. Maria Aparecida admite que, apesar de não ter raiva, ainda não conseguiu perdoar o assassino da filha. “Eu não o perdoo. Mas não tenho raiva mais. Eu não consigo ter raiva de ninguém. Se fosse a Pâmella, perdoaria. Foi a maior lição que ela deixou porque antes eu guardava mágoas, hoje não sou assim mais, mas perdoar é uma palavra forte ainda”, desabafa a mãe.
A jovem fazia parte da torcida organizada do time esmeraldino, Força Jovem, e foi assassinada quando saía de uma festa, após o jogo entre o Goiás e o Vila Nova, no dia 6 de novembro. De acordo com informações da polícia, a garota estava na companhia do namorado e de dois primos, quando eles foram abordados por dois homens em uma moto. Segundo a polícia, o alvo dos disparos era o namorado dela, que teria se envolvido, minutos antes do crime, em uma briga entre torcidas rivais dos dois times. O rapaz não foi atingido.

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